Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Por: Samuel Fernandes –

Olá junkies, como estão?

Esperamos passar o alvoroço para agora na calmaria finalmente falar sobre Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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Provavelmente quando lerem esta resenha, vocês já terão assistido ao filme e terão uma opinião formada sobre ele. Ótimo! Pois discussão é o que o filme de Zack Snyder mais provoca.

Talvez esta fosse a missão mais fácil da carreira do diretor de 300 (2006) e Watchmen: O Filme (2009). Unir na tela grande os dois maiores ícones das HQs, os super heróis mais conhecidos do mundo, seria algo que qualquer cineasta mataria para conseguir. E Snyder já acostumado com adaptações cinematográficas de quadrinhos, contando com o atual momento ascendente que este tipo de filme está passando teria tudo para criar algo memorável. Algo que fosse referencia em filmes de histórias em quadrinhos.

Entretanto Zack Snyder resolveu fugir do óbvio e indo na contramão das tendências criou uma obra no mínimo inusitada.

Batman V. Superman: Dawn Of Justice

A trama de seu Batman vs Superman: A Origem da Justiça segue os acontecimentos de O Homem de Aço (2013), também de sua autoria:

Após a batalha de Metrópolis, em que Superman impede que General Zod e os kriptonianos destruam a Terra para criar uma nova Krypton, o mundo está dividido em os que amam e os que culpam o herói pelo desastre. Assim, o governo americano quer respostas de Superman, quer que ele dê explicações por seus atos. Contudo a tragédia afetou também ninguém menos que o vigilante de Gotham, e o Batman quer fazer o Homem de Aço pagar por tudo o que houve e não vai medir esforços para isso. As ações de um ser equiparado a um deus devem ser controladas pela população?

O filme tem uma ótima premissa para mostrar o confronto dos dois maiores ícones da DC comics e por que não, da história das HQs, mas escorrega no seu desenvolvimento. Zack Snyder continua sua saga de humanizar Superman, de trazê-lo mais próximo das pessoas comuns, de mostrar um lado não visto do super-herói. Mas esta linha de criação acaba transformando Superman em algo nada heróico.

A ideia do diretor pode até ser interessante, mas Snyder a executa com a mão pesada, descaracterizando o Homem de Aço como o grande arauto da justiça como ele ficou mundialmente conhecido na cultura popular. As motivações e atitudes do Superman são confusas e rasas, e acabam se perdendo na trama.

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Se por um lado o diretor ainda não conseguiu criar na tela um Superman que faça jus ao peso que o nome carrega e o personagem merece, por outro lado seu Batman dá sinais de ser muito melhor imaginado.

Mesmo que haja pouco tempo na trama para que o personagem seja desenvolvido, nota-se um carinho diferente para com o Homem-morcego. Não vou entrar na discussão da descaracterização do Batman com relação às HQs, pois com Batman vs Superman: A Origem da Justiça fica evidente que o que vemos na película não se trata de uma adaptação essencialmente fiel aos quadrinhos da DC comics, mas sim a representação do universo Zack Snyder dos personagens DC. Um universo muito mais violento e cruel. São os maiores ícones dos quadrinhos, dois dos maiores super-heróis do mundo vistos pelos olhos de Snyder.

O filme apresenta ainda que breve e pontualmente a Mulher Maravilha, mas seu papel na trama fica muito mal resolvido e soa quase como fan-service, pois visualmente a presença da chamada Trindade dos quadrinhos na tela grande é muito poderosa e emocionante.

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O vilão Lex Luthor poderia ser um trunfo, mas acaba se tornando um dos pontos fracos do longa. Snyder rejuvenesce o personagem, deixando-o mais moderno, mas sua genialidade parece esquizofrenia em alguns momentos. Luthor deixa de ser um gênio do crime para ser um psicopata com motivações mal explicadas.

Como é de costume, o visual é a grande força de Zack Snyder. Esteticamente o diretor sempre apresenta muita qualidade e novamente esta máxima se confirma.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça tem planos lindos e muito bem filmados, planos que se encaixam de maneira eficiente com a fotografia pesada e dramática escolhida. Os efeitos visuais e as cenas de luta não deixam a desejar e a batalha final realmente alcança o tom épico a que se propõe.

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As atuações estão seguras, com destaque para o Batman de Ben Affleck, muito a vontade no papel do Homem-morcego. Gal Gadot demonstra segurança com sua Diana Prince, mesmo com pouco tempo para apresentar as características de sua personagem. Sua escalação se mostra um ótimo acerto dos produtores.

Henry Cavill continua sendo o elo mais fraco. Muito por seu Superman não ajudar. Snyder não consegue criar um personagem que seja tão icônico como o Homem de Aço é para a cultura popular, e isso acaba afetando a criação por parte de Cavill. Um papel mal escrito dificulta muito qualquer ator.

A atuação de Jesse Eisenberg fica segura dentro do jovial Luthor, sem muita novidade já que Eisenberg ficou conhecido por representar jovens bilionários excêntricos.

O roteiro acaba se tornando a pior parte de Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Mesmo com a adição do ótimo roteirista Chris Terrio, o filme apresenta diversos furos em sua história, pontas soltas e excessivas deixas para outros filmes do Universo DC. As resoluções da trama em alguns momentos beiram o desleixo.

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A trama em si, não segue uma linha narrativa fluida, deixando o filme arrastado e em alguns momentos perde a atenção do expectador. Realmente uma pena para um filme com tamanho potencial.

De qualquer maneira, Batman vs Superman: A Origem da Justiça não é um longa desastroso, tampouco um filme péssimo. O filme tem boas cenas e alguns pontos que dão esperança aos fãs, principalmente com o Batman. O Homem-morcego novamente parece ser a única adaptação que a Warner consegue trazer às telas. Talvez por isso nota se um cuidado maior em sua representação. Assim como a Mulher Maravilha aparenta caminhar para uma ótima direção, mesmo com sua participação na trama.

A verdade é que o filme de Zack Snyder decepciona pelo potencial que o filme com estes personagens icônicos possuem e não consegue alcançar. Ainda estou na esperança de ver um filme com os maiores heróis da cultura, sendo realmente heróis, ajudando pessoas e não resolvendo problemas pessoais. Mas infelizmente acredito que com o Assassinoverso DC de Zack Snyder, ajudar os fracos e oprimidos não é o foco principal.

 

 

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Blood C.: Fofurinhas, uniformes de colegial, sangue e desmembramentos.

Por: Bruno “el chanfle” Cavalheiro

E aí, junkies? Já almoçaram? Se já, não comecem a assistir à dica de hoje.

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Há uns dias, vi no Facebook um post de uma pessoa com o link de um vídeo contendo algumas cenas deste anime. Na mensagem, a moça mencionava um comentário do namorado sobre a ideia de animes serem considerados “fofos” pelo rapaz. Imagino eu que isto seja um senso comum para muitas pessoas acostumadas a verem ou se lembrarem dos grandes sucessos animados seriados.
Pois bem, fiquei interessado no tal vídeo e procurei saber do que se tratava a série, e apesar de receoso, assisti aos doze episódios que compõem esta segunda parte da franquia Blood.

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Saya Hisaragi, filha de um sacerdote de um templo em uma pequena cidade, é aluna do segundo ano do colegial e leva uma vida aparentemente simples, não fosse o fato de, ao anoitecer, ser uma caçadora de entidades denominadas “anciões”, as quais devoram seres humanos e que vivem em segredo em meio à civilização. Tal identidade contrasta com a personalidade alegre e desastrada que assume durante o dia.
Pode ser que, assim como os colegas de sala, o espectador se sinta como aqueles estudantes: entediados com a tranquilidade daquela cidade interiorana.
Entretanto, à medida que Saya derrota um destes inimigos, novos eventos vão se desencadeando na cidade e, apesar de os primeiros episódios se desenrolarem de forma vagarosa (mesmo para 20 minutos de duração), o mistério vai sendo acrescentado a cada nova jorrada de sangue na tela.

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Produzido pelos estúdios Clamp, velha conhecida dos fãs de animações e quadrinhos nipônicos, Blood C faz parte da franquia Blood, em que a humanidade convive com vampiros e, como o nome sugere, o sangue está sempre presente em suas histórias, bem ao estilo que Tarantino utilizou em Kill Bill como referência aos clássicos de terror splattering, em que o fluido escarlate jorra aos baldes, soando como a água vinda de uma mangueira de pressão.

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De fato, esta série de 2011 utiliza diversos recursos para construir toda a atmosfera do mistério crescente em torno do enredo. Ao finalizá-la, lembrei de Lost, Evangelion, Game of Thrones e até um pouco de O Show de Truman, o porquê prefiro não comentar pois sugere um spoiler.
Partindo de reflexões acerca da natureza humana, Blood C inicia questionando sobre a possibilidade do indivíduo mudar ou não, e se é capaz de fazê-lo, qual seria a razão disto.
No decorrer de sua curta duração, a lentidão e a calmaria dos primeiros episódios se justificam e incitam a curiosidade do espectador.

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Caso o desfecho não seja satisfatório e você, junkie, sinta falta de algumas respostas e um prolongamento da conclusão, ainda há um longa que foi lançado em 2012 e que serve de sequência para a série: trata-se de Blood C: The Last Dark.
A série e o filme podem ser baixados aqui:

http://www.clampproject.net/bloodc/media/episodio

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Por enquanto é só, junkies, espero que gostem e continuem acompanhando as novidades do Junkbox.
Grande abraço.

Guardiões da Galáxia

Por: Samuel Fernandes –

Olá junkies, como estão?

Apontado por muitos como a maior aposta do Marvel Studios, Guardiões da Galáxia se tornou um tiro no escuro da “Casa das Ideias”. Eu explico melhor.

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Os Guardiões são personagens secundários da editora, eles nunca foram sucesso de público nas HQs e no cinema, aventuras espaciais são sempre cercadas de muita desconfiança. Desde Star Wars, o gênero Space Opera vive altos e baixos, sobrevivendo de reboots e sequências de franquias já estabelecidas. Dificilmente uma ficção cientifica espacial original arrebata o grande público.

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Então o que levou a Marvel a arriscar seu já garantido seguimento de super-heróis, com personagens tão obscuros?

Confiança. A Marvel Studios confia em suas histórias, confia na maneira em que elas serão contadas e principalmente, confia nas pessoas que contam essas histórias.

E vejam vocês, eles conseguiram novamente!

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Guardiões da Galáxia se confirma como mais um grande acerto da Marvel. A aventura diverte como os melhores filmes ao estilo “Sessão da Tarde” dos anos 80 e 90. Muito bem humorado, o filme não se leva a sério em nenhum momento. A comédia de diálogos rápidos permeia a ação o tempo todo, tirando sarro da maneira como estes personagens eram coadjuvantes dentro o universo cinematográfico da Marvel. Esse descompromisso com o restante do universo de heróis do estúdio dá uma leveza à película jamais vista nos filmes da editora.

Na história acompanhamos Peter Quill, o autodenominado “Senhor das Estrelas“, um bandido espacial que ao encontrar um artefato muito valioso, acaba se tornando alvo de criminosos e seres extremamente poderosos. Mas após descobrir o verdadeiro poder deste artefato, Quill terá que se juntar aos criminosos que o procurava para impedir um massacre de proporções universais. Tudo isso, além de tentar escapar do pirata espacial que o criou.

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Escrito e dirigido por James Gunn, Guardiões tem a cara de seu criador. Vindo das produções trash da saudosa Troma, Gunn não esconde suas influencias. O humor, as bizarrices e o abuso das cores para criar os planos, são trazidos à tona de forma magistral pelo diretor, balanceando as já tradicionais cenas de ação dos filmes de quadrinhos, com a inspiração e a criatividade dos filmes “B”. Outro ponto positivo em que James Gunn acerta em cheio é a divertidíssima trilha sonora, com clássicos populares inesquecíveis emoldurados por diversas referencias a cultura pop. Fica mais que evidente que Gunn tomou clássicos da Space Opera como fonte de inspiração para seu trabalho, mas comparar Guardiões com Star Wars é pensar o obvio. Suas influencias estão mais para Yor, Krull, O Ultimo Guerreiro das Estrelas e Starscrash, filmes que com certeza espelham melhor a atmosfera da aventura. Ou seja, James Gunn esta mais para um Roger Corman do que para um George Lucas.

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Os personagens são outro ponto positivo. Todos são bem trabalhados em suas particularidades. Carismáticos e cativantes dão a trama a base necessária para ela se desenrolar. Chris Pratt que já havia mostrado sua verve humorística no cinema e na TV, consegue nos convencer como um herói de ação com seu debochado e canastra Peter Quill. Zoe Saldana está se especializando em interpretar mulheres fortes nas telas, mas com Gamora podemos sentir por trás de seus músculos, toda a tragédia no passado de sua personagem. Até o brutamontes Drax tem seu chame na atuação do ex-lutador de Luta-livre Dave Bautista. Agora quem rouba a cena mesmo, são os personagens criados por computador Rocket e Groot. O primeiro com a voz do indicado ao Oscar Bradley Cooper é um guaxinim super inteligente, boca-suja e mal-humorado, e o segundo é uma gentil árvore que anda e fala com a voz do astro Vin Diesel.

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O enredo apesar de simples funciona muito bem, principalmente por não se apoiar em nenhum dos outros filmes da Marvel. Consegue manter-se como uma história independente e mesmo assim referenciar sutilmente o universo do estúdio. História essa que fala exatamente sobre confiança, lealdade, mas acima de tudo amizade. Como pessoas tão diferentes podem se respeitar, confiar umas nas outras e criar laços de amizades.

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Com Guardiões da Galáxia a Marvel Studios retira a impressão de que seus filmes são obras que seguem uma cartilha pronta, apresentando uma peça que tem muito a cara seu cineasta responsável. Mostrou mais uma vez que o estúdio tem a coragem necessária para arriscar e a força para acertar em seus projetos. Mostrou que pode mesmo com um tiro no escuro, acertar em cheio no alvo.

 

 

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Por: Samuel Fernandes –

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Tentando revitalizar sua franquia de super-heróis mais lucrativa e se recuperar do desastroso X-men: O Confronto Final, o estúdio Fox tomou uma decisão arriscada. Resolveu mostrar a origem de seus personagens mutantes, os ambientado nos anos 60.

No confuso filme de 2006, dirigido por Brett Ratner que substituiu Bryan Singer, diretor dos dois primeiros da franquia, chegamos ao que poderia ser o fim definitivo da série. Entretanto com X-men: Primeira Classe de Matthew Vaughn, a Fox pode com o bom que mostrava seus personagens em outra época e com outros atores, recuperar a atenção da audiência.

Mas e agora? Como o estúdio vai amarrar estas histórias, deixando todos os filmes existindo em um mesmo universo?

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Pois é exatamente este o objetivo de X-men: Dias de um Futuro Esquecido. Trazendo de volta Bryan Singer com vigor renovado, a película nos brinda com todos os elementos já mostrados na franquia, construindo uma forte ligação entre todos os filmes.

Na história vemos o futuro próximo de nossos heróis mutantes, tentando escapar da extinção perpetrada por invencíveis máquinas transmorfas: os Sentinelas. Gigantes que eliminaram tanto seus alvos mutantes, como os humanos que poderiam gerar mutantes. Onde os eternos inimigos Charles Xavier (Patrick Stewart/James McAvoy) e Magneto (Ian McKellen/Michael Fassbender) se uniram aos sobreviventes para tentar encontrar uma solução definitiva para o problema.

Solução essa que vem na forma do velho Wolverine (Hugh Jackman), a última esperança para a raça mutante. Assim, Logan deverá viajar para o passado e impedir algo que levará os mutantes ao aniquilamento total.

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Alternando a trama entre o futuro distópico e os anos 70, o filme se esforça para entregar uma história coesa, mantendo uma linha que costure todos os filmes da série, mas falha em alguns detalhes. Como o Prof. Xavier do futuro pode estar com a mesma aparência se ele transferiu sua mente para outro corpo no final de O Confronto Final ? Ou então, como no futuro as garras de Wolverine voltaram a ser de osso, se no final de Wolverine: Imortal ele perdeu o adamantium?

Mas devido à bagunça geral que a cinesérie se tornou, isso são só detalhes menores. Não atrapalham o entendimento, nem a diversão.

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No geral, este novo capítulo obtém sucesso em unificar o universo após tantos filmes diferentes. Que agora pode ser aproveitada sem temer por furos em sua própria cronologia. Sua ação é bem executada e as interpretações são seguras, apesar do pouco tempo de tela de alguns personagens. Afinal com tantos personagens, já era de se esperar que alguns não fossem aproveitados. Destaque para a divertida introdução do velocista Mercúrio e para as excelentes cenas de batalhas no futuro.

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X-men: Dias de um Futuro Esquecido não chega a ser o melhor filme de super-herói do ano, mas supera de longe X-men: O Confronto Final. Supera inclusive o superestimado X-men: Primeira Classe.

Esta nova aventura dos mutantes, reúne o melhor dos filmes de Bryan Singer e também o melhor do filme de Matthew Vaughn: ação e cenas criativas com desenvolvimento nas relações entre os personagens.

Uma ótima oportunidade para a Fox encerrar sua “antiga” franquia mutante e dar uma nova direção para sua “primeira classe”.

 

 

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

Por: Samuel Fernandes –

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Adiei o máximo que pude escrever esta resenha. Para mim, é bem difícil tecer algum comentário ou critica que seja totalmente imparcial sobre qualquer obra que envolva o Homem-Aranha. O cabeça de teia se tornou meu personagem favorito assim que pus os olhos em seu gibi. Passei a adora-lo incondicionalmente.

E isso acaba resultando em uma cobrança violenta a todas as interpretações que o personagem ganha. Aconteceu com a trilogia de filmes do diretor Sam Raimi e infelizmente acontece com esta nova versão.

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Em O Espetacular Homem-Aranha, somos apresentados a uma nova roupagem do Aranha. Sai o nerd perdedor e entra o geek descolado. E apesar da fidelidade de alguns elementos como lançadores de teia e Gwen Stacy, o filme toma liberdades questionáveis em seu roteiro, como a história por trás dos pais de Peter Parker, por exemplo. Vemos um Homem-Aranha revoltado, tentando passar uma aura mais sombria.

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Algo que aos poucos esta sendo esquecida em O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Vingança de Electro, ou melhor, se perde em meio a tantos outros elementos inseridos nessa nova aventura.

Apesar de ser um filme de super-herói, a película é claramente um filme focado em seus personagens, e infelizmente se perde em não explora-los. Somos colocados por dentro das vidas de Peter Parker e Gwen Stacy com eficiência, mas os coadjuvantes e os antagonistas interpretados por Jamie Foxx e Dane DeHaan são tão rasos, que em determinado momento você nem sabe mais o que os motiva. Eles são jogados na trama de maneira forçada e inseguramente mal explorados. Assisti ao filme algumas vezes e ainda não entendi por que os vilões, Electro e Duende Verde, querem matar o Aranha…

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Digo insegurança, pois fica evidente que o diretor Marc Webb não confia na inteligência de seu público. Há um excessivo uso de explicações no roteiro, e a cada cena Webb tenta explanar o que ninguém quer saber. Utilizando inclusive slow-motion para detalhar as cenas de ação. Mãozinha de teia não dá…

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Apesar de tudo, este novo capítulo acerta em seu visual, principalmente no uniforme do Aranha. Ficou muito mais parecido com o dos quadrinhos. O visual dos vilões também supera o figurino da primeira trilogia, além de uma melhora significativa nos CGI dos personagens.

Andrew Garfield e Emma Stone estão mais uma vez ótimos. Mesmo com o irritante vai e volta do casal no roteiro, e que seus personagens sejam essencialmente diferentes das hq’s, suas interpretações são excelentes. Os dois atores possuem um carisma irresistível, que faz com que queiramos vê-los mais e mais em tela.

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O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Vingança de Electro vem na contramão da atual tendência dos filmes de super-herói, que apresentam continuações superiores a seus primeiros capítulos. E apesar de seu ótimo clímax e boas interpretações, consegue ser ainda mais fraco que o irregular primeiro filme.

Uma pena para todos os fãs, inclusive o próprio Garfield que assim como eu e muitos outros, é um apaixonado pelo Homem-Aranha.