O Hobbit: A Desolação de Smaug

Por: Samuel Fernandes –

E aí Junkies, como estão? Prontos para viajar mais um pouco pela fantástica Terra-Média? Então subam em seus barris que a viagem vai começar…

O Hobbit - A Desolação De Smaug

Na segunda parte da nova cine-série do diretor Peter Jackson, adaptado do livro O Hobbit de J.R.R. Tolkien, continuamos a acompanhar a jornada dos treze anões, do mago Gandalf e do pequeno hobbit, para chegar à montanha de Erebor e recuperar o reino anão do terrível dragão Smaug.

Desta vez, os diminutos aventureiros enfrentarão aranhas gigantes, terão que atravessar um reino élfico e escapar dos orcs que os perseguem.

Neste novo capitulo, Peter Jackson consegue encolher a barriga que havia em grande parte do filme anterior, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, deixando a aventura com muito mais ação em uma edição mais equilibrada.

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A fotografia, o cenário, a direção de arte são impecáveis, transportando com perfeição o expectador mais uma vez para a Terra-Média. Assim como as outras obras de Jackson fizeram antes.

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG

As cenas de ação e as lutas estão um pouco menos frenéticas que as da primeira parte da trilogia, mas ainda excelentes, assim como os efeitos visuais, muito mais bem realizados.

O roteiro, porém, se torna o maior problema de O Hobbit: A Desolação de Smaug.

As várias mudanças feitas com relação à obra original, as incongruências com relação à própria historia criada para a série e a insistência do diretor em fazer a ligação desta nova trilogia com a antiga, afetam e muito a imersão no filme. Este roteiro apresenta incoerências e liberdades que contradizem o ótimo trabalho de adaptação feito em O Senhor dos Anéis.

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Jackson enxerta em sua história exagerados elementos de sua primeira trilogia, tanto para ligar as séries, como para também para dar volume a esta nova. Uma atitude claramente, e por que não comercialmente, voltada para transformar um livro em três filmes.

A tentativa de criar nos orcs um inimigo mais imediato para a comitiva dos anões acaba ficando sem propósito neste filme. O diretor se perde em definir qual é o verdadeiro vilão, mesmo que ele não seja necessário para a trama principal.

Peter Jackson mais uma vez não consegue ter êxito na missão de dar personalidade aos seus anões. Com exceção dos protagonistas Bilbo e Thorin, interpretados respectivamente por Martin Freeman e Richard Armitage, os outros são coadjuvantes sem total importância.

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Em meio às mudanças, algumas se destacam como a elfa Tauriel, interpretada por Evangeline Lilly. A personagem, mesmo tendo um propósito narrativo controverso e polemico, brilha toda vez que aparece em cena, transbordando beleza e um carisma fascinante, apagando ainda mais o já insosso Legolas, interpretado por Orlando Bloom.

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Mas o grande acerto deste segundo capitulo é exatamente o dragão Smaug.

Assustador tanto visualmente como em sua essência, o dragão impressiona. A voz cavernosa do ator Benedict Cumberbatch, cai como uma luva na figura de Smaug, sua movimentação e sua personalidade foram muito bem compostas, criando no vilão a verdadeira imagem de sua imponência.

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Por ser o filme do meio da (desnecessária) trilogia, O Hobbit: A Desolação de Smaug sofre muito com seu inchado roteiro, suas pontas soltas e mudanças criativas, mas ainda sim diverte muito.

Amando ou não esta nova saga, é inegável que é sempre muito bom retornar ao mundo fantástico de Tolkien. E Peter Jackson consegue nos levar pela Terra-Média como um guia apaixonado por sua terra.

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Com o final de O Senhor dos Anéis, ficamos com a amarga sensação de quero mais, e entre acertos e erros, Jackson está nos dando mais um pouco deste universo. Isso não se pode negar.

 

 

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Man at Arms produz Blades of Chaos do jogo God of War.

Por: Gabriel Sibin

Olá, Junkies! Como estão?

Após o pessoal da Man at Arms produzirem o martelo de Thor e o escudo do Capitão América (entre outros), eles se superaram ao fazer as Blades of Chaos do jogo God of War.

Me vê 5 aí, por favor!

Pra quem curte, vale a pena ver o canal dos caras que é muito bom!

Aproveitem!

http://www.youtube.com/user/AweMeChannel?feature=watch

 

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The Bittersweet Symphony: The Verve ou Rollings Stones?

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Por Jorge Oliveira

Olá, Junkies, tudo bem?

O mundo da música tem suas particularidades, suas curiosidades. E como tem. No mundo inteiro, em qualquer cultura, cada música tem sua história e essa faz parte de todo o processo de criação, assimilação e composição. É muito comum vermos músicas transcenderem décadas e caírem no gosto das gerações posteriores. Essas músicas carregam elementos que fazem pessoas se identificarem com elas independente da época em que nasceram.

Algumas bandas mais atuais trazem elementos de outras décadas para enriquecerem a produção através de samplers ou regravações.

Para exemplificar: Vocês conhecem a canção “The Bittersweet Symphony” do The Verve? Obviamente, sim!

Essa música estourou nos anos de 1998 e 1999 quando entrou para a trilha do filme cult-teen Segundas Intenções.

No arranjo, observamos uma base de violinos em quatro acordes. Essa base é a característica principal dela. Mas de onde ela vem? Foi composta pelo “The Verve”? A resposta é não.

Para entender vamos à raiz da questão. Vamos pegar primeiramente a canção “The Last Time” (1965) dos Rollings Stones. Vejam se existe algo familiar.

Exato. Agora a versão orquestrada pela Andrew Oldham Orquestra:

Sim! A base é um sample da versão orquestrada da The last Time dos Rollings Stones.

O The Verve chegou a obter uma licença legal para o uso do sample da Andrew Oldham Orchestra. Mas quando a Bittersweet Symphony ganhou as paradas de sucesso do mundo inteiro, o empresário dos Rollings Stones, Allan Klein, processou o The Verve por plágio, alegando que eles usaram muito da música, não podendo assim, reivindicar os direitos pela canção.

Ameaçados de terem seus discos retirados do mercado, o The Verve então, entrou em um acordo judicial no qual os direitos de publicação da música são revertidos à empresa de Allan Klein e os créditos da composição para Jagger e Richards.

E agora o produto final:

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